Um ano do meu retoque da otoplastia

Dia 2 de dezembro de 2015. Era uma tarde abafada de primavera em São Paulo, já antecipando o clima escaldante do verão que se aproximava. Trabalhei até as 13h e já estava pronto quando a minha mãe passou no escritório da firma para me levar à clínica da avenida Ibirapuera.


O retoque da otoplastia estava marcado para as 14h30. Decidimos sair bem cedo para evitar transtornos no imprevisível trânsito dessa cidade caótica. Mesmo assim, levamos cerca de 35 minutos para fazer um percurso de pouco mais de 10 quilômetros.

No caminho até lá, conversamos um pouco sobre a cirurgia, sobre o ponto rebelde que estava me incomodando há alguns meses e também sobre os cuidados do pós-operatório, incluindo a necessidade de usar a faixa de otoplastia novamente.

Minha mãe sempre foi cética com qualquer tipo de operação, então expliquei a ela como seriam os procedimentos do retoque – sempre enfatizando que seria um processo mais simples em relação à primeira vez.

Chegando à clínica

Acabamos chegando bem cedo e ainda seria preciso aguardar uns 40 minutos na recepção. Eu estava calmo e tranquilo, mas a necessidade da espera acabou aumentando a ansiedade. Eu queria chegar, subir para a clínica, fazer o que precisava ser feito e voltar para casa logo.

Mas não foi bem assim. Uma paciente se atrasou e acabou comprometendo a agenda do Dr. Alexandre. Já um pouco mais tenso pela demora, lembro de ter subido para o consultório por volta das 15h. Mas a partir daí, foi tudo bastante rápido.

Era hora de entrar na faca de novo

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Assim que cheguei, o doutor já pediu para eu entrar na sala de cirurgia. Enquanto isso, sua assistente muito simpática e prestativa (que eu infelizmente esqueci o nome) preparava os instrumentos que seriam usados para fazer o retoque da cirurgia de orelha. Conversamos um pouco, o Dr. Alexandre finalizou seus preparativos e, enfim, lá estava eu novamente diante dos bisturis.

Como eu já sabia o que seria feito, fiquei bem sossegado. Mas, mesmo assim, sofri um pouco com a aplicação das anestesias. E durante os procedimentos, eu também acabei sentindo mais dores.

No post sobre o retoque da minha otoplastia, eu já havia comentado sobre essas dores inesperadas que aconteceram tanto durante a cirurgia quanto no pós-operatório. Este fato me pegou de surpresa, pois até então, eu tinha a primeira otoplastia como referência, e ela havia sido agradável do início ao fim.

Para controlar as dores na mesa de operação, eu procurava manter o doutor atualizado sobre as minhas condições. Ele frequentemente me perguntava se eu estava bem, e quando era necessário, eu pedia para reforçar a anestesia.

Ele me falou que os tecidos das orelhas ainda não estavam totalmente recuperados da primeira cirurgia. Para você ter uma ideia, já havia se passado 8 meses desde então. O ato de abrir e mexer na região novamente acabou contribuindo para eu ter sentido mais dores.

Finalizando o retoque da otoplastia

Com um pouquinho a mais de uma hora de cirurgia, o Dr. Alexandre estava por finalizar os procedimentos do retoque. Havia um um espelho no lado direito da mesa de cirurgia. Assim que ele autorizou, me virei para conferir o resultado. As orelhas estavam um pouco inchadas, mas deu para perceber que ficaram bem “coladas”.

Desta vez ele dispensou o uso do “capacete”. Apenas colocou a gaze para proteger e conter um eventual sangramento. Aí sim, por cima da gaze, veio a faixa. E eu não me canso de dizer: usar a faixa de otoplastia foi, de longe, a etapa mais chata do pós-operatório das duas cirurgias. Ela incomodou demais, especialmente pelo calor que fez na época.

Mas mesmo sendo inconveniente, eu segui à risca todas as recomendações e usei a bendita faixa por 15 dias sem parar. Não que eu não tivesse feito tudo certo na primeira vez, mas no retoque eu fui ainda mais cuidadoso em todos os aspectos. Eu fiz o que foi preciso para não correr riscos.

E o resultado? Ficou bom?

Assim que acabou a cirurgia, automaticamente começou aquele período de incertezas. De ficar pensando “será que que o retoque vai ficar bom, mesmo?” ou “será que as orelhas vão ficar iguais?” ou, pior ainda, “será que elas vão abrir de novo?”.

Nos primeiros dias após o retoque, eu fiquei um pouco assustado porque as orelhas estavam mais fechadas do que eu esperava. Foi uma sensação do tipo “eu queria elas fechadas, mas não precisava ser tanto assim”.

Além disso, a ponta da orelha esquerda ficou bem próxima à cabeça, o que não aconteceu com a direita. Isso me incomodou um pouco inicialmente, mas eu sabia que elas ainda iam mudar, então procurei me tranquilizar e deixar o tempo passar.

De fato, foi o que aconteceu com ao longo das semanas. Quando terminou o período de uso da faixa, as orelhas começaram a se “acomodar” e a definir o formato que elas teriam. Aquela ponta da orelha esquerda ficou mais natural. E a ponta da direita permaneceu como antes. Elas não ficaram totalmente simétricas, mas isso não me incomoda em nada.

Abre ou não abre de novo?

Eu estava satisfeito com o resultado do retoque, porém, o temor pela possibilidade de uma nova recaída permaneceu por meses. Esse foi o meu maior medo. Assim, de longe, foi a maior preocupação.

Para mim, se as orelhas abrissem de novo, seria um sinal de que dificilmente haveria um jeito de “dar um jeito” nelas. E, além disso, eu não estaria disposto a fazer uma nova cirurgia. Eu teria que aceitar a condição e pronto.

Na primeira otoplastia, as orelhas voltaram a abrir depois de uns três meses, então eu já tinha uma base para saber se algo de errado estava acontecendo desta vez. E para a minha imensa satisfação, os três meses do retoque ficaram para trás sem nenhuma alteração.

Aí passaram-se seis meses, nove meses… até completar um ano semana passada. Tudo bonito e perfeito. As orelhas não abriram mais, eu não senti mais nenhuma dor, os pontos não tiveram nenhuma reação inesperada. Agora, enfim, posso dizer que deixei os medos para trás.

Então vale a pena fazer o retoque?

Sem ficar em cima do muro, sem dar voltas para responder e sem procurar ponderar os pontos positivos e negativos: VALE MUITO A PENA. Se você está lendo este texto e ainda tem dúvidas, faça uma pergunta a você mesmo: “eu estou satisfeito com o resultado a minha otoplastia?”.

Se a resposta for qualquer coisa diferente de “sim”, então acredito que você deva considerar a possibilidade de fazer de novo. Acho que um “mais ou menos” ou um “gostei, mas poderia ser melhor” são bons indicativos de que você não está satisfeito (a).

E neste momento tão pessoal, é meu dever dizer que você deve ignorar quaisquer opiniões que possam te influenciar. Nesta hora, é você com você mesmo, você com a sua consciência, você com o seu bem estar.

Às vezes, algumas opiniões do tipo “suas orelhas estão ótimas, nem dá para perceber o que você está falando” ou “isso é coisa da sua cabeça”, só vão servir para te confundir mais.

No meu caso, além de não ter ficado totalmente satisfeito, eu ainda carregava uma certa dose de decepção por conta da cirurgia. Eu já havia passado 30 anos da minha vida incomodado com as orelhas de abano, e não queria viver as próximas décadas acompanhado pela frustração da cirurgia.

Esse foi um fator determinante que realmente me motivou a fazer a otoplastia de novo. E agora, um ano depois, posso dizer que sou muito mais feliz por ter optado pelo retoque.

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Sou jornalista e criei o Blog da Otoplastia em 2015, alguns dias antes de fazer a minha cirurgia. Aqui eu dou várias dicas e conto as experiências que passei com as duas otoplastias (também fiz o retoque). Aproveite os textos e sinta-se à vontade para mandar perguntas! ;)

4 Comentários

  1. Oi Leonardo tudo bem poderia me passar o endereço da clínica por favor. Obrigada

    • Oi, Cláudia. Tudo bem?

      Mandei o e-mail com as informações agora mesmo.

      Um abraço!

  2. Boa Noite Leonardo,

    Gostaria de saber se você pode passar o contato do Dr. Alexandre para mim.

    Li seus posts e acho que ele é o tipo de profissional que estou procurando.

    Grande Abraço.
    Henrique

    • Oi, Henrique. Tudo bem?

      Acabei de mandar os contatos do Dr. Alexandre para o seu e-mail. Sem dúvidas, ele é um profissional excelente. Tanto que indico para todos aqui no blog.

      Um abraço!

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