O que mudou na minha vida 1 ano depois da otoplastia

Bem, este texto está um pouco atrasado. Mas acho que nunca é tarde para contar boas experiências. Então vamos nessa! Dia 2 de dezembro de 2016 completou um ano que eu fiz o retoque da minha otoplastia. Eu já contei essa história aqui, mas vou dar uma repassada rapidinho para te situar.


A primeira cirurgia foi em 11 de abril de 2015. Eu estava feliz e satisfeito com o resultado, pois as orelhas ficaram do jeito que eu sempre quis. Os primeiros 3 meses foram como uma lua-de-mel. Enfim, eu havia deixado para trás um pesadelo que me assombrou por três décadas.

No entanto, quando foi mais ou menos em agosto, percebi que as orelhas estavam diferentes. Com o passar dos meses, elas foram abrindo mais e mais. Não ficaram totalmente de abano como eram antes, mas também não estavam mais “fechadas” como depois da operação.

Foi então que conversei com o Dr. Alexandre e decidi partir para o retoque. Inicialmente ele havia pedido para eu esperar um ano. Esse é o tempo que os cirurgiões consideram válido para abrir de novo e mexer nas cartilagens.

A gente não sabe, mas o processo de recomposição dos tecidos internos é bastante lento. Embora as orelhas se recuperem e os cortes sejam cicatrizados, a cirurgia de orelha ainda deixa “marcas” que não conseguimos ver. É mais ou menos como se ficasse uma ferida por dentro. E precisamos esperar ela sarar para fazer o retoque.

Mas depois de examinar a situação das orelhas, o doutor considerou que em dezembro, portanto, 8 meses depois, já seria possível fazer a segunda cirurgia. E assim foi feito.

Reações pós-retoque

Não tenho como esconder que meu maior medo era do retoque também não dar certo. Até por isso, fui ainda mais rigoroso com os cuidados no pós-operatório. A faixa só saía da minha cabeça quando eu ia tomar banho, não fiz nenhuma atividade física, deixei os óculos de lado por 1 mês (para a haste não pressionar as orelhas), enfim, tomei todos os cuidados possíveis.

Nas primeiras semanas eu fiquei observando se acontecia alguma mudança nas orelhas. Elas estavam mais “coladas” no começo, e aos poucos tiveram uma pequena abertura, bem de leve. E então, elas se ajeitaram e se consolidaram com um formato bem natural. E eu estava bastante satisfeito com o que via.

Sem novidades (para a nossa alegria)

Daí em diante, só restava ficar atento às mudanças a médio prazo. Como na primeira vez as orelhas começaram a abrir por volta do quarto mês de pós, o período de maior apreensão foi mais ou menos entre abril e maio de 2016. Mas eu não percebi nenhuma alteração significativa com o passar dos meses, então comecei a ficar mais seguro.

E assim foi durante os meses seguintes, até completar um ano. Eu juro que só fiquei 100% aliviado quando o retoque fez aniversário. Tudo bem que não existe uma regra, né? Não tem um prazo certo, do tipo, “ah, se fez 1 ano é porque já as orelhas não vão mais abrir”. Mas para mim foi desse jeito. 🙂

Aí eu falei para mim mesmo: “bom, já faz um ano e elas não abriram de novo, então agora não vão abrir nunca mais”. E aos poucos eu fui desencanando dessa história de ficar com medo de dar errado. O retoque deu certo e foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado!

Mas e as mudanças?

Bom, acredito que em um ano dá para fazer um balanço legal das coisas que mudaram depois do retoque – e da otoplastia como um todo. E acho que a mais importante delas atende pelo nome de autoestima.

Eu só fui descobrir agora que “autoestima” se escreve tudo junto. Talvez seja porque eu nunca tive tanta autoestima, então não me importava com a palavra. Mas sempre me importei com o significado dela, e principalmente no último ano, eu pude começar a resgatar dentro de mim o que ela representa.

Quando me perguntam se vale a pena fazer a otoplastia, sem titubear eu respondo que sim – e vale muito! E sempre começo pelo argumento da autoestima. Ele é infalível. Você recupera a autoconfiança e muda o seu estado de espírito completamente.

Você muda totalmente a forma como se posiciona diante das pessoas e das situações do dia-a-dia. É como uma bola de neve em movimento que vai ficando grandona por fora e cada vez mais sólida por dentro.

E como uma bola de neve indomável, você começa a quebrar uma série de outros bloqueios cotidianos que você mantinha por ter vergonha ou constrangimento. Eu, por exemplo, me senti a pessoa mais realizada desse e de outros mundos quando cortei o cabelo bem curto e saí do salão sem me preocupar com as orelhas de abano.

Eu sempre gostei de usar boné, mas quando usava, as orelhas ficavam em evidência. Aí resolvi parar de usar para evitar contratempos. Foram uns 15 anos assim. Depois da cirurgia, eu pude voltar a usar e fiquei feliz da vida. Parece besteira, mas significou bastante para mim.  😀

Isso sem contar outras coisas que incomodavam bastante, como por exemplo, tirar fotos. É, nunca foi legal, e era raro ter uma foto boa. Tanto que hoje em dia eu nem gosto muito de ficar olhando fotografias mais antigas. Elas me fazem voltar àqueles tempos da pessoa sem autoestima. Para compensar, hoje em dia eu tiro várias e me sinto muito bem.

Bem, acho que deu para perceber pelo menos um pouco dos benefícios que a otoplastia trouxe para a minha vida. E volto a bater na mesma tecla: as passagens que citei aqui podem até parecer banais aos olhos de outras pessoas, mas na realidade, essas mudanças aparentemente sutis, fazem uma diferença gigantesca no dia-a-dia!

Para terminar, eu quero dizer que optar por fazer a cirurgia não tem a ver apenas com um simples atributo estético. Não é uma mera questão de vaidade. Seria injusto minimizar seus efeitos a esses aspectos. A otoplastia vai muito além de mudar algo que você não gosta na sua aparência. Ela é feita por fora, mas o maior impacto você sente por dentro. É como um renascimento. Transforma a sua vida e pode te fazer uma pessoa melhor, muito melhor.

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Sou jornalista e criei o Blog da Otoplastia em 2015, alguns dias antes de fazer a minha cirurgia. Aqui eu dou várias dicas e conto as experiências que passei com as duas otoplastias (também fiz o retoque). Aproveite os textos e sinta-se à vontade para mandar perguntas! ;)

21 Comentários

  1. Boa noite! Qual foi o médico que fez sua cirurgia? E ql o valor?

    • Oi, Milena. Tudo bem?

      O médico que me operou se chama Alexandre Kratz. O valor foi R$ 2.860,00.

      Se quiser, posso passar o contato para você.

      Um abraço!

  2. Estou pretendendo fazer, estou buscando referências!

    • Oi, Milena. Tudo bem?

      Mandei os contatos do Dr. Alexandre para você. Confere o seu e-mail, tá?

      Um abraço!

  3. OI, BOA NOITE,

    EU FIZ A OTOPLASTIA EM MACÇO DE 2014 E MINHAS ORELHAS SÃO SENSSIVEIS E DOEM DE VEZ EM QUANDO ATÉ HOJE E NÃO FICARAM DO JEITO QUE SEMPRE SONHEI.COM O PASSAR DO TEMPO SE ABRIRAM E UMA MAIS QUE A OUTRA.
    NUNCA MAIS USEI BRINCOS COM MEDO DE PIORAR A SITUAÇÃO E, O SONHO DE PRENDER OS CABELOS ME DEIXA FRUSTADA POR NÃO REALIZÁ-LO.EU ACHO INJUSTO TER QUE PAGAR O RETOQUE SE JÁ FOI PAGO E MUITO BEM PAGO E FOI POR INDIÇÃO O QUE É PIOR.

  4. Cara, eu me vejo muito nas sensações que você descreveu em relação ao que você sentia, era como estivesse falando de mim (rs) – ex: boné, fotos, cabelo baixo e etc – só quem passa ou passou por isso sabe qual a sensação(é terrível). Sonho com essa cirurgia há pelo menos uns 10 anos, parabéns pelo blog significa muito, o meu muito Obrigado! Em breve realizarei essa cirurgia e também espero saber o significado dessa palavra “autoestima”.

  5. Você poderia me informar quanto custou seu retoque?

  6. Olá, bom dia!
    Eu já realizei minha tão sonhada otoplastia, mas surgiram muitas espinhas 4 dias após a cirurgia, isso é normal, sabe se aconteceu com alguém?

    • Oi, Ana. Tudo bem?

      Aconteceu comigo, mas foi de um jeito mais moderado. Não eram muitas espinhas, mas elas começaram a ser mais frequentes. Também ouvi relatos de outras pessoas que passaram pela mesma situação. Não deve ser nada para você se preocupar.

      Um abraço!

  7. Olá, o retoque você teve que pagar novamente?

    • Olá, Isabela. Tudo bem?

      Sim, precisei pagar, mas foi um valor só para cobrir os custos do material usado pelo cirurgião.

      Um abraço!

  8. Olá

    Bem, eu não tenho NECESSARIAMENTE ‘orelhas de abano’, mas as minhas incomodam um pouco sim. Sempre incomodaram, e com o passar dos anos, isso influenciou diretamente na minha interação com o meio social, e a minha baixa auto estima.
    Estou com uma consulta ao cirurgião plástico agendada para em breve, e conversarei com ele sobre a possibilidade de realizar algum tipo de procedimento visando melhorar a minha aparência como um todo.

    CAra…a forma como vc escreve, até emociona. Enche a gente de esperança.
    Afinal, todo mundo só quer se aceitar e ser feliz certo?

    Parabéns pela conquista!
    E obrigado pelo Blog.

    Abração
    PAZ!

    • Fala, Alex! Blz?

      Cara, eu que agradeço pelas suas palavras. É muito bom saber que consegui transmitir essa esperança que você citou. Isso é gratificante demais!

      Espero que o post inspire você a fazer a sua otoplastia em breve.

      Um abraço e boa sorte!

  9. Quero muito fazer. Não sei onde conseguir aqui na minha região. RN

    • Olá, Edson. Tudo bem?

      Uma dica: procure o Projeto Orelhinha e veja se eles vão realizar algum atendimento no RN em breve.

      Um abraço e boa sorte!

  10. Olá o seu retoque também foi feito pelo SUS ou foi particular? Pq eu fiz a minha faz uns 5 meses e estou muito infeliz pois elas continuam abertas 🙁

    • Oi, Nayara. Tudo bem?

      Então, o meu foi particular. Se você não está satisfeita mesmo após ter feito o retoque, eu recomendaria a você fazer novamente. Pode ser um pouco incômodo, mas o resultado acaba valendo a pena.

      Um abraço e boa sorte!

  11. Léo, primeiramente, gostaria de agradecer por tantas informações e pela “qualidade” das mesmas. Estou aqui, também, para dizer que li uma, duas, três, (algumas) vezes o seu blog em diversas etapas ( quando não “pensava” em fazer a cirurgia, quando estava decidindo, quando fiz, e, finalmente, quando “meus fantasmas” resolveram, de uma vez por todas, me deixarem em paz ) e digo que não canso de ler e reler, como disse, as informações tem “qualidade”, pois suprem completamente dúvidas que não são bobagens, são relevantes sim, principalmente para nós, sujeitos que, outrora, fomos ” reféns ” da “baixa estima”. Minha gratidão é muito grande por este seu gesto tão bonito. Me senti “cuidada”, pois, “encontrar” alguém, que despendia de seu tempo, para informar aos “viajantes” fraquejados, que buscam, quase que desesperadamente informações, por terem tamanha insegurança, não tem preço.

    Desculpe o comentário longo, mas gostaria de, algum modo, dizer o quanto você me ajudou, que minha gratidão, reitero, é imensa. Pode parecer bobagem, mas para mim, a forma como você colocou a sua experiência, foi o que me deixou mais tranquila, pois, mesmo vendo tantas informações neste imenso mundo virtual, as suas foram as que “soaram” mas sinceras, singelas, e algo a mais que não conseguirei expressar.

    Um grandessíssimo agraço,

    Renata.

    • Olá, Renata. Como vai?

      Eu gostei tanto do seu comentário que também li uma, duas, três vezes vezes. rs Pouca gente sabe (talvez quase ninguém saiba), mas são palavras como as suas que me dão o incentivo para manter o blog. Saber que eu pude te ajudar de alguma forma é uma inspiração indispensável para eu continuar a escrever.

      Eu quero muito agradecer você pelo seu depoimento e dizer que ele me deixou extremamente feliz. E também quero desejar que a otoplastia seja um divisor de águas na sua vida, assim como foi comigo. Que essa cirurgia realmente te ajude a ser uma pessoa melhor e que traga coisas boas para você.

      Muito obrigado! E continue lendo o blog, tá bom?

      Retribuo o grandessíssimo abraço!

      • Léo, bom dia!

        Voltei (embora muita correria)para, mais uma vez agradecer e reiterar que SIM, seu trabalho é maravilhoso!!!! Minha vontade era de te dar um grande abraço e, de alguma forma, poder contribuir! VOCÊ É INCRÍVEL!

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